quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Aplausos para a ceguera

Eles gritam em silencio
Choram por dentro
Socorro !
Tudo é ouvido
Mas não de verdade
Você com suas crenças
Com suas promessas
Money no bolso
É isso o que realmente interessa
e o resto é resto
Ouvir, calar, sentir
A dor não é sentida
O clamor não é ouvido
Miseráveis, desgraçados
Migalhas pra muitos
Banquete pra poucos
Desperdícios de migalhas
E depois a fome ataca
Fome talvez é o que mata
fome de justiça
fome de comida
Fome de liberdade
Fome de igualdade
A realidade não dói
Nosso mundo é de hienas
Risos, aplausos, para a desgraça
Que um idiota fez parecer engraçado

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Criança Louca

Não Quero ir devagar
E não me chame de criança
Ainda mais louca
Talvez louca eu seja mesmo
Por que o medo?
Não sei...
Talvez medo de perder algo
Tenho muitas coisas a serem feitas
E tão poucas horas em um dia
Joel um dia falou
Que quando a verdade é dita
Você pode conseguir o que quer
Ou pode apenas envelhecer
Não se preocupe não irei desistir
Afinal já estou na metade do caminho
Essa é a vida que eu sigo
Não estou à frente de mim mesma
Não esqueci o que preciso
Talvez eu só tenha perdido
Perdido essa informação
Embora eu possa ver o quanto estou errada
Quase nunca sei quando estou certa
Eu tenho minha paixão,
Tenho meu orgulho
Sabia que apenas os tolos ficam satisfeitos?
Sonhe, mas não pense
Que todos os sonhos se realizarão
Foi o que um amigo me disse
Vou desaparecer por um tempo
E esquecer que sou...
Apenas uma menina louca

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um novo caminho

Uma vida muito estranha
Cheia de incertezas
Chega !
Cansei da sua artimanha
Dessa sua fortaleza
Quero sair e respirar
Poder sentir a brisa suave
Tocando meu rosto
Lembrar dos bons dias
E dos maus também
Desculpe, mas não quero mais
Ficar presa por ninguém
Fui feliz com você
Mas é hora de dizer Adeus
As lágrimas vão rolar
Mas isso é algo
que não posso evitar
Sinto Muito...
O mar de ilusões seco !

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Linda

Viajando pela estrada de Marte
Encontro uma rapazinho
Que me pede para cuidar
Cuidar de algo valioso
Coitado ele mal sabe
Que não sei cuidar de mim
Não sei organizar minhas emoções
Muito menos cuidar do meu próprio coração
Que só carrega decepções
Vai ver ele é tonto mesmo
Sem rir eu aceito
Esqueço de mim e só penso nele
Cuido tanto dessa "coisa"
E esqueço de mim
Saio da realidade
E começo a voar alto de mais
No fim da semana
O rapaz volta
E pede aquilo que ele havia me dado
E o entrega a outra pessoa
Fiquei sem o que eu tanto amava
Aquilo que cuidei com todo meu coração
Que era o seu amor
Mas tudo bem
Isso foi apenas um pesadelo
Ontem vi um príncipe
Que me declarou seu amor
Hoje vou sonhar com fadas
E amanhã vou sonhar que
Acordava de uma linda ilusão 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

João

João é um cara estranho
Menino alto cabelo escuro
Sua pele é azul
Como as estrelas
Estrelas de um sonho meu
Desde sua infância pensava em sexo
Coitado foi abusado
Abusado por um senhor
Senhor desconhecido
Pai da sua melhor amiga
Hoje João namora
Mas esta interessado
Interessado em uma enfermeira
Muito mais velha que ele
Cara estranho
Ontem ele me contou
Contou que hoje gosta
E amanhã não sabe
Menino bobo não sabe
Não sabe de nada
Nada conhece
Pois tem apenas 18 anos
Ele ama sua namorada
Mas ama as novas também
Ou pensa que ama
Tenho pena
Pena das pessoas
Pessoas que se prendem
Se prendem a esse menino
Menino bobo que chora
Chora sem saber o porquê
Por que chorar?
Derramar lágrima sem motivos
Motivos ele não tinha mesmo
Sem resposta minha pergunta ficava
Ficava sem nenhuma mentira
Ou nenhuma verdade
Apenas o silêncio gritava respondendo
Respondendo minhas perguntas
Perguntas sem respostas

terça-feira, 31 de maio de 2011

Obscuro

Estava tudo incrível
Até que a escuridão se aproximou
O frio cobriu meu corpo
Me deixando na completa solidão
O frio é tão intenso
Que já penso em enterrar meu coração
Procuro o Sol e só vejo trevas
Paro penso procuro soluções
Mas não encontro respostas
E o frio insiste em mi congelar
E a dor insiste em aumentar
Mas vou lutar
E dessas trevas irei ganhar
Quero ver o Sol novamente
Sentir outra vez  o seu calor
Só assim me sentirei viva outra vez

sábado, 28 de maio de 2011

Mundo Taller

O mundo gira
O tempo passa
O tempo para
O tempo segue
O tempo se perde
Segundos, minutos, horas
Dias, semanas e meses
E você ainda me diz
Que nada gira
Nada passa
Nada para
Nada segue
Nada se perde
O dia amanhece
Um novo luar
Um novo sol aparece
Mergulho no seu mar
Sem parar para pensar
Me afogo nas suas ilusões

Sou forte....
meu muro cai minha fortaleza desmorona
e meu mundo passa ser só sofrimento !
Reconstruo tudo de novo
E o mundo gira
os dias passam
A vida segue
E os machucados desaparecem

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Estrelas

Sempre esteve tudo tão escuro
E der repente vocês apareceram
Querendo mudar meu futuro
Luzes que iluminam meus pequenos passos
Que de certa forma me guiam
Minha ultima salvação 
está nas mãos dessas pequenas luzes
Não me abandonem é o que peço sempre
Não me abandonem
Meu túnel fica cada vez mais escuro
E eu fico perdida por uns instantes
Meu coração grita chora
Quando uma luz se vai
Eu sei que vocês tem medo de monstros
Monstros que me seguem por onde vou
Eles estão me consumindo
E eu não sei o que fazer
Minha alma grita socorro
E não tenho p/onde correr
A solidão as vezes é meu único consolo
Estou presa em uma prisão
Sem muros sem chave
Prisão essa que não sei se quero sair
Queria poder ter o poder
De transformar esses monstros
Que me seguem
E que machucam as luzes
 que tanto me fazem bem

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Sol

Será que vivo ?
Não sei
Não sei nem ao menos
dizer se o que sinto é verdadeiro
Não sei do que gosto só sei do quero
E o que quero é poder viajar
Ser a menina mais linda aos teus olhos

Quero poder ver o sol brilhar
Depois que a tempestade passar
Quero poder flutuar
no mais lindo Luar
quero poder estar com você
a te abraçar
sem medo e sem parar

Vivo um sentimento
que é quase infantil
aos meus próprios olhos
Sou uma pessoa imbecil
Ainda acredito em Fadas madrinhas 

Diferentes espelhos


Quero contar o que não sinto
O que não vivo
O que não sou
E o que não sei 
Contar detalhe
Das minhas mentiras que já contei
Você um lindo canário
E eu uma simples pombinha
Sem noção
 Uma pombinha
Que nunca viveu uma grande paixão
Eu 16  e você de leão
Eu sonhando você conquistando
Eu 16 e você outra vez
Eu 16 e você até fala “mirinês”
Língua que desconheço
Mas que um dia vou conhecer
No me envies una indirecta
Con su nuevo idioma
Canario tonto

A mascara

Acho que não sou
Acho que serei
O que escrevo
e o que escreverei
Você não pensou
E eu não pensei
O que sobrou
do nosso amor ?
Eu já nem sei
Não aceito mais
Está tua flor
Que com seus espinhos
Só me magoou
Seus beijos foi levado
Pelo leve vento que passou
Suas palavras o tempo levou
E o seu amor
Voô com um beija-flor
Fui aquela que
enxugava tuas lágrimas
Mas agora quem vai enxugar as minhas ?
Não importa mais
Não sou aquilo que digo ser
Muito menos
Aquilo que você imaginou